AveSui encerra edição 2017 trazendo novas tecnologias e negócios positivos para o setor

28/ABR/2017

Maio evento do setor de aves e suínos da América Latina foi realizado entre os dias 25 e 27 de abril, em Florianópolis (SC). A 16a edição do evento reuniu 150 expositores nacionais e internacionais para prospecção de negócios e fomento de parcerias.

Novas tecnologias, pesquisa, inovação e negócios. Com a participação de 150 expositores nacionais e internacionais, produtores, empresários e pesquisadores de diferentes países, a AveSui encerrou a edição 2017, a 16a, nesta quinta-feira (27) em Florianópolis (SC). Durante os três dias do evento, que é o maior da América Latina para o setor de aves e suínos, os participantes puderam conhecer as novidades e as inovações para ampliar o desempenho e os ganhos em todo o processo produtivo e melhorar as condições de bem-estar e saúde animal e os cuidados com a biosseguridade.

Além dos debates e troca de conhecimentos, a feira de internacional de negócios também foi destaque, com avaliação positiva dos expositores. Para Diógenes Krauz Buzzi, da RB Equipamentos Industriais, empresa de Ponta Grossa (PR), que participa pela primeira vez da AveSui, por ser bastante direcionado, o evento conecta vendedores e compradores. “Conseguimos prospectar clientes e fechar bons negócios até o último dia da feira”, destacou. O diretor comercial da STA, Gabriel Borges Castro, ressaltou a boa movimentação do evento. “Trouxemos novidades relacionadas ao bem-estar animal, que é uma tendência mundial, e nosso stand teve grande visitação. Saímos do evento já com alguns orçamentos encaminhados para bons negócios”, avaliou. A STA tem sede em Joinville (SC) e atua com maquinário para a criação de suínos.

Já segundo Maximiliano Gonçalves, diretor comercial da MaxSui de Caxias do Sul (RS), a AveSui é o lugar certo para mostrar os novos produtos. “Pudemos rever clientes e fazer novos contatos. Nosso foco foi apresentar para o mercado a linha de piso e vigas plásticas e os comedouros”, explicou. A Triel-HT, de Erechim (RS) também aproveitou a AveSui para exibir os lançamentos, com destaque para o caminhão para transporte de suínos com carroceria em alumínio e fechada nas laterais. Segundo Marlon Zanella, supervisor comercial da empresa, “foi uma boa oportunidade para expor os produtos, inclusive para as grandes do setor, como BRF e JBS”, disse.

Segundo Andrea Gessulli, diretora da Gessulli Agribusiness, organizadora da AveSui, o evento já reconhecido pelo setor como pioneiro na realização de parcerias e novos negócios. “Este ano não foi diferente e mantivemos a tradição de reunir um público altamente qualificado de toda a cadeia produtiva. O agronegócio é um setor de extrema importância para a economia brasileira e o objetivo do evento é sempre contribuir para seu desenvolvimento”, afirmou.

Perspectivas para o mercado de grãos

Diferente de safras recentes em que faltou milho e o preço disparou, a perspectiva​ para este ano é de colheita recorde e estoques em alta. O painel Formação de Preços de Grãos e Carnes, organizado pela Safras & Mercados durante a AveSui, mostrou que a expectativa para 2017 é de uma safra de quase 100 milhões de toneladas (a anterior foi de 70 milhões), impulsionada por uma das melhores safrinhas dos últimos anos. “Somando tudo isso ao fato de que está sobrando milho nos Estados Unidos, teremos um grande excedente. Como a demanda, em torno de 60 milhões de toneladas, é previsível, o preço deve continuar em queda”, analisou Paulo Molinari, diretor técnico da Safras & Mercado.

Além das variáveis econômicas, Molinari também antecipou as previsões sobre o clima para as próximas safras no Brasil, Argentina e EUA. “O clima ainda é o grande fator imprevisível no setor agrícola​. A tendência para o segundo semestre é que teremos a influência do El Nino, ou seja, chuvas e safra cheia. Então, temos que trabalhar com a hipótese de mais uma safra cheia nos EUA”, alertou, lembrando que a safra na Argentina também deve crescer​ neste e no próximo ano. “O produtor precisa entender e acompanhar não só o clima, mas todas as variáveis econômica​s, até mesmo cenários de guerra no outro lado do mundo. É preciso tomar decisões avaliando gráficos”, resumiu.

 


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